
Uma noite fria, onde a névoa se transforma em gelo e a brisa em algo que só com os olhos fechados é possível a percepção.É quase cedo, mas algo me toma, remexe po dentro querendo sair, mas sem nenhuma vontade de atrapalhar o raiar do sol. É com uma forte e intensa brisa que chega arrasando de dentro para fora, e um frênico mas alegre gozo, o prazer da liberdade que se vai com o tempo. Mas a vontade de ficar de fora é maior, que enfim já cedo um banho cai perfeitamente bem, mas o quente e aconchegante banho é apenas para retirar, melhor abafar, algo que havia ocorrido, após o banho como de praste uma nova roupa, uma nova cara, um novo jeito. logo após o enxágue e o desenxágue, um lanche que entra mas sabendo que irá sair, que só está ali para que alguém também possa estar, com almas o lanche é melhor, e almas após o lanche também, que com uma camisa, nem acanhada, nem desconhecida, apenas uma camisa, que chega as mãos de sua dona no período vespertino, pois á noite está por vir, ela é monstruosa e amedromenta só e pensar.
Mas pensar em noite se é possível derrepente parar de pensar e apenas viver como se fosse o último dia, que este fosse o último gozo, que este seja seu último lanche que talvez o presente nem chegasse as mãos do dono, que a aguardava esperançosamente para vestir em seu perfeito e belo corpo. Para que possa me compreender e quem sabe até me dar razão, nem precisa de parênteses que estas nao sejam as últimas mas sim as primeiras palavras que a linha não acabe que as janelas, as portas, os cabarés, os restaurantes, as praças que nada disso se feche diante de meus olhos, pois apenas isso que vemos (janelas, cabarés, bares...mulheres).